Textos

POEMINHA
Aprendi com Drummond
que o delírio poético
é delito sem prescrição,
comunhão mesmo à distância
entre espíritos mortos e vivos.

Os poetas, esses loucos,
soturnos, notívagos,
encontram no caminho
o sentido da pedra
ou o descaminho.
Tornam-se amantes noturnos
de Van Gogh, Barros,
Lispector,  Caribé...

Tinha uma pedra,
sempre haverá uma pedra
sem blandícias de palavras
e sem solecismos.

A casual pedra
livremente encostada
no caminho, se tornou
cláusula  pétrea da existência.
Rosalvo Abreu
Enviado por Rosalvo Abreu em 01/12/2021
Alterado em 01/12/2021


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